Aug 26 2008

Retrato Sensacionalista

As nossas cadeias de informa??o s?o mais que muitas, entopem at? em imbecilidade de not?cias que pouco mais adiantam a n?o ser a interioriza??o de algo negativo. Pela insignific?ncia em si n?o ? prefer?vel not?cias de crescimento ou produ??o de algo em Portugal do que falar sobre coisas em tom tr?gico que s?o mais habituais por c? e l? fora? E em tom esquizofr?nico responde ent?o o povo portugu?s que somos um pa?s invejoso e pessimista. ? este processo simples que funciona a imagem do pa?s que ? confuso e que alimenta nada mais a no??o imparcial de que realmente est? instalada uma neurose profunda.

Perante a campanha da equipa ol?mpica portuguesa, aliada ?s suas expectativas iniciais em Pequim, n?o ? de mais notar a incapacidade de derrotar o discurso do “coitadinho”. N?o s?o esses atletas cujo coment?rios como “de manh? s? estou bem ? na caminha” que me refiro, mas sim ? comunica??o social portuguesa que transformou o evento numa ca?a ?s bruxas. Desde a manchete dos “15 milh?es de euros” (que ? obviamente pouco tendo em conta como foi direccionado) at? analisar de forma descabida coment?rios ing?nuos de certos atletas que passaram de bestiais a bestas. Se o car?cter positivo de not?cias nacionais e at? mesmo coment?rios ing?nuos de determinadas figuras s?o sempre desvirtuadas em prol do povinho portugu?s, ent?o ? ?bvio que n?o est?o a oferecer um bom servi?o e real?stico ao pa?s.

Quotando Paulo Cunha e Silva: “? f?cil perceber este pa?s: n?o ? preciso Freud, basta Pavlov.”

E assim percebe-se que mesmo assumindo individualmente as caracter?sticas gerais de uma popula??o, s?o os media que nos retratam e real?am muitas vezes o que mais de negativo possu?mos. Um sensacionalismo vazio que provoca uma experi?ncia Pavlov em muitos portugueses que respondem e sentem conforme o tom que algo foi noticiado, embora n?o fosse esse o sentido de Cunha e Silva que o aplicava somente aos media. Por?m, s?o eles que manipulam a informa??o, cabe a n?s consciencializarmo-nos.


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